Frutas lideram alta de preços na Ceasa-MS; tomate e batata ficam mais baratos


Redação 20/07/2026

O boletim semanal da Ceasa-MS (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), referente de 2 semanas de julho, apontou aumento nos preços de frutas como manga, maçã, mamão e limão-taiti. Em contrapartida, produtos como tomate, abobrinha, cebola, quiabo e batata inglesa registraram queda nas cotações.

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A manga Tommy foi a fruta que apresentou a maior valorização da semana. A caixa de 6 quilos passou de R$ 60 para R$ 70, um avanço de 14,31%. Segundo a Ceasa-MS, a elevação é consequência da oferta restrita nas principais regiões produtoras do semiárido nordestino, fator que mantém o mercado aquecido.

A maçã das variedades Gala e Fuji teve a segunda maior alta, de 8,40%, com a caixa de 18 quilos subindo de R$ 110 para R$ 120. A redução dos estoques da maçã Gala na Região Sul do país contribuiu para a diminuição da oferta e, consequentemente, para o aumento dos preços.

O mamão Havaí também registrou valorização, de 7,69%, passando de R$ 120 para R$ 130 a caixa de 10 quilos. A menor produção, principalmente no Espírito Santo, foi influenciada pelas baixas temperaturas, que afetaram a oferta de frutos com padrão comercial.

Já o limão-taiti teve reajuste de 7,14%, com a caixa de 20 quilos passando de R$ 65 para R$ 70. A alta está relacionada ao período de entressafra e à redução da disponibilidade da fruta no mercado.

Entre os produtos que apresentaram recuo, o tomate longa vida liderou as quedas. A caixa de 25 quilos caiu de R$ 120 para R$ 110, uma redução de 9,09%, impulsionada pela recuperação da produtividade nas lavouras e pelo avanço da safra de inverno.

A abobrinha verde ficou 7,69% mais barata, com a caixa de 20 quilos passando de R$ 140 para R$ 130. O aumento da oferta em Mato Grosso do Sul, favorecido pelas condições climáticas, somado à demanda enfraquecida, pressionou os preços.

Também registraram queda o quiabo, que recuou 6,19% e passou a ser comercializado a R$ 160 a caixa de 18 quilos, e a cebola nacional, cujo saco de 20 quilos caiu de R$ 95 para R$ 90, refletindo o avanço da colheita em Goiás e Minas Gerais.

A batata inglesa completou a lista de produtos em baixa, com redução de 4,76%. O saco de 50 quilos passou de R$ 220 para R$ 210, influenciado pelo aumento da oferta e pelo ritmo mais lento das vendas durante as férias escolares.

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