Detento Nando pede prisão domiciliar e afirma que não quer causar medo ao deixar presídio

Redação 13/08/2026
Luiz Alves Martins Filho, conhecido como “Nando”, fez um apelo à população e outro à Justiça de Mato Grosso do Sul ao falar sobre a possibilidade de cumprir a pena em prisão domiciliar.
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Durante a conversa, ele foi questionado sobre como imagina uma eventual saída do sistema prisional e se acredita que sua presença nas ruas poderia provocar medo. Emocionado, Nando respondeu que as pessoas não deveriam temê-lo.
“Não tenham medo de mim não, porque eu não sou assassino”, afirmou.
Na sequência, o detento direcionou o principal pedido à Justiça. Com os olhos marejados, relatou as dificuldades enfrentadas dentro da unidade prisional e pediu que seja autorizada a prisão domiciliar.
“Se ele ver uns dias de domiciliar para mim, que eu não aguento mais, não tem como eu comer”, declarou.
Questionado sobre sua rotina com os demais internos, Nando afirmou que recebe ajuda dos companheiros para conseguir se alimentar. Segundo ele, “eles ajudam a colocar comida na minha boca”.
A defesa, representada pela advogada Camila Rezende, também sustenta que a prisão domiciliar seria a alternativa mais adequada diante do estado de saúde apresentado pelo detento durante o cumprimento da pena.
De acordo com a advogada, Nando enfrenta doenças graves e permanentes, como Parkinson e hipertensão, além de utilizar continuamente uma cistostomia, procedimento que mantém um cateter diretamente na bexiga ligado a uma bolsa coletora de urina.
A defesa informou ainda que uma perícia judicial teria identificado episódios de vazamento e infecções urinárias recorrentes. O documento também teria alertado que a falta de trocas e dos cuidados necessários pode provocar complicações graves.
A defesa reforça que um eventual cumprimento da pena em casa não representaria liberdade ou perdão da condenação. Segundo a manifestação, a prisão domiciliar é apenas uma forma excepcional de cumprimento da pena fora do estabelecimento prisional, que pode ser concedida pela Justiça diante de condições graves de saúde.


