Funcionários da obra da Arauco entram em greve

Redação 03/09/2026
Trabalhadores que atuam na construção do Projeto Sucuriú, megafábrica de celulose da Arauco em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, suspenderam as atividades durante as negociações da categoria. Os funcionários envolvidos na mobilização são contratados pela Opus Construtech, responsável pela implantação do canteiro de obras do empreendimento.
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A paralisação acontece no período de negociação da data-base e envolve discussões sobre reajuste salarial, benefícios e condições de trabalho. O movimento ocorre em uma fase importante da construção, justamente quando o projeto se aproxima do período de maior concentração de trabalhadores no canteiro.
A estimativa é de que aproximadamente 14 mil pessoas estejam trabalhando simultaneamente na obra durante o pico da construção, previsto para 2026. Desde o início do projeto, mais de 33 mil profissionais já foram credenciados para atuar no empreendimento, considerando a substituição de equipes e as diferentes etapas da construção.
As tratativas envolvem representantes dos trabalhadores e empresas que atuam nas diversas frentes da obra. Entre as questões levadas à negociação estão o reajuste dos salários e a manutenção ou ampliação de benefícios oferecidos aos funcionários.
Durante a mobilização, também surgiram relatos de trabalhadores envolvendo alimentação, segurança e estrutura de trabalho. Esses pontos, no entanto, são tratados como reivindicações apresentadas pelos funcionários enquanto o sindicato não divulga oficialmente todos os detalhes da pauta em negociação.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada de Mato Grosso do Sul (Sintiespav-MS), que representa trabalhadores envolvidos nesse segmento, participa das negociações. O objetivo das tratativas é chegar a um acordo que permita o fim da paralisação e a retomada das atividades.
Negociações já tiveram mobilização no ano passado
As reivindicações dos trabalhadores não são recentes. Em 2025, uma assembleia reuniu milhares de profissionais que apresentaram uma pauta com 16 itens relacionados às condições de trabalho.
Na ocasião, estavam entre as reivindicações o aumento salarial, melhorias na alimentação, assistência médica e transporte. As negociações daquele período terminaram com um reajuste de 6,19% nos salários e aumento do vale-alimentação, que passou de R$ 700 para R$ 900.
O acordo também incluiu bônus e outras condições negociadas entre trabalhadores e empresas. O histórico das discussões ajuda a contextualizar a retomada das reivindicações durante a atual data-base.
Megaobra transforma rotina de Inocência
O tamanho do Projeto Sucuriú exige uma estrutura logística de grande proporção para atender milhares de trabalhadores de diferentes partes do país.
Além da operação dentro do canteiro, o empreendimento movimenta setores ligados a hospedagem, alimentação, transporte e prestação de serviços, necessários para sustentar as diversas equipes envolvidas na construção.
A paralisação acontece em uma fase avançada do projeto. As obras já superaram 70% de execução e integram um investimento estimado em US$ 4,6 bilhões, consolidando o empreendimento como uma das maiores obras industriais em andamento no país.


