Menino de 8 anos enfrenta quadro grave e família busca vaga em UTI pediátrica


Redação 21/09/2026

A família do pequeno Lucas Diogo, de 8 anos, vive dias de apreensão diante do agravamento do estado de saúde do menino, que está internado com um quadro grave de encefalite viral. Os familiares tentam conseguir uma vaga em uma UTI pediátrica em Campo Grande, onde ele poderia receber atendimento especializado.

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Segundo relato de uma amiga da família encaminhado à reportagem, Lucas foi internado pela primeira vez no dia 14 de março, em Corumbá, já apresentando um quadro considerado grave. A encefalite é uma inflamação do cérebro que pode ter diferentes causas, incluindo infecções virais.

Com a evolução da doença, a equipe médica passou a buscar uma transferência para atendimento com neurologista pediátrico em Campo Grande. Após cerca de dez dias de espera, o menino foi encaminhado para Três Lagoas, embora, segundo a família, a unidade não contasse com toda a estrutura necessária para o tratamento.

Lucas permaneceu aproximadamente 15 dias na cidade acompanhado da mãe. Sem familiares ou conhecidos no município, ela teria enfrentado dificuldades para permanecer ao lado do filho e lidar com as necessidades básicas durante a internação.

Posteriormente, surgiu a possibilidade de transferência para o Hospital Regional de Campo Grande. A mudança trouxe esperança à família, que possui parentes na Capital e poderia contar com apoio durante o período de hospitalização.

A situação, porém, voltou a se complicar quando a família foi informada de que não havia leito disponível em uma UTI pediátrica para receber Lucas. Diante disso, surgiu a possibilidade de o menino ser encaminhado novamente para Três Lagoas.

“É uma vida que está em jogo. Ele precisa de uma vaga em UTI para ter uma chance de sobreviver”, relatou a amiga da família, que acompanha a situação.

Na tentativa de conseguir o atendimento especializado em Campo Grande, os familiares também procuraram a Defensoria Pública. Até o momento, porém, segundo o relato, não houve uma solução para a obtenção do leito.

Enquanto aguardam uma definição, amigos e pessoas próximas se mobilizam para auxiliar a família com itens necessários durante a internação, incluindo fraldas. Segundo a amiga, o estado de saúde do menino se agravou a ponto de ele não conseguir mais se comunicar com a mãe.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) foi procurada pela reportagem para esclarecer a situação e informar sobre a disponibilidade de leito, mas não havia apresentado resposta até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.

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