Só 3 em cada 20 jovens de MS concluem o Ensino Médio com domínio adequado em matemática

Redação 02/02/2026
De cada 20 jovens que concluem o Ensino Médio em Mato Grosso do Sul, apenas três saem da escola com o nível esperado de conhecimento em matemática. O dado faz parte do Índice de Inclusão Educacional (IIE), divulgado nesta segunda-feira (2), e expõe um cenário preocupante sobre a aprendizagem no Estado.
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De acordo com o levantamento, Mato Grosso do Sul ocupa a 18ª posição no ranking nacional, com 16,6% dos estudantes apresentando aprendizado adequado em matemática ao final da educação básica. O índice está abaixo da média brasileira, que já é considerada baixa e chega a 21,4%. Na prática, isso significa que a maioria dos jovens tem dificuldade para realizar tarefas do cotidiano, como calcular porcentagens ou interpretar gráficos.
O estudo aponta que nenhum estado brasileiro alcançou patamar considerado satisfatório na disciplina, já que nenhum atingiu 30% de estudantes com desempenho adequado. O melhor resultado foi registrado no Paraná, com 28,1%, enquanto o pior ficou com o Amapá, onde apenas 8,2% dos alunos atingiram o nível esperado.
No recorte do Centro-Oeste, Goiás lidera com 27% e aparece como o terceiro melhor desempenho do país. Em seguida estão o Distrito Federal (22,5%), Mato Grosso do Sul (16,6%) e Mato Grosso (14,8%).
O IIE classifica o cenário nacional como um verdadeiro “apagão” em matemática. Enquanto a língua portuguesa apresentou leve avanço, alcançando 27,9% de aprendizado adequado, a matemática registrou queda nacional de 4,1 pontos percentuais. Segundo os responsáveis pelo índice, o problema vai além dos impactos da pandemia e está relacionado à dificuldade de recuperação de conteúdos acumulativos ao longo da trajetória escolar.
Além do desempenho em provas, o índice avalia a permanência e o percurso dos estudantes na escola. Em Mato Grosso do Sul, o percentual de jovens plenamente incluídos na educação — considerando matrícula, série adequada e aprendizado esperado — caiu de 18,9% em 2019 para 11,2% em 2023, mantendo o Estado na 18ª colocação nacional.
Entre os fatores que ajudam a explicar os baixos resultados estão o atraso escolar, que atinge 35,3% dos alunos com dois anos ou mais fora da série correta, e a evasão: cerca de 9,3% dos jovens em idade escolar não estão matriculados no Estado.

