Flávio Dino manda apurar repasses de emendas a ONGs ligadas a filme sobre Bolsonaro

Redação 16/05/2026
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação preliminar para apurar o envio de emendas parlamentares a organizações não-governamentais ligadas à produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A apuração tramitará sob sigilo. O pedido teve origem em representação apresentada pela deputada Tabata Amaral, que solicitou esclarecimentos sobre a destinação de recursos públicos às entidades, apontando possível desvio de finalidade. Posteriormente, o deputado Pastor Henrique Vieira também levou o caso ao Supremo.
Segundo os parlamentares, os deputados Marcos Pollon, Mário Frias e Bia Kicis teriam destinado emendas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.
As entidades integram o mesmo grupo de ONGs e estariam ligadas à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme Dark Horse, obra ainda inédita que retrata a trajetória política de Bolsonaro.
Após notificação do Supremo, Pollon e Bia Kicis negaram qualquer repasse direto à produtora. Já Mário Frias, que teria destinado R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil entre 2024 e 2025, ainda não foi localizado para prestar esclarecimentos. Diante disso, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informe os endereços residenciais do parlamentar em Brasília e São Paulo.
O caso ganhou novos desdobramentos após reportagem do site The Intercept Brasil apontar que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear as gravações do longa. O senador negou qualquer irregularidade e afirmou que os recursos mencionados seriam de origem privada.

