Dólar sobe a R$ 5,13 pressionado por queda do petróleo e incertezas eleitorais

Redação 04/08/2026
O dólar fechou em forte alta nesta terça-feira (4), cotado a R$ 5,13 maior valor desde 13 de julho, impulsionado principalmente pela queda nos preços do petróleo e pelo aumento das incertezas no cenário político brasileiro.
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Segundo analistas, o recuo do petróleo reduziu o interesse pelo real, já que o Brasil é um importante exportador da commodity. O barril do Brent, referência para a Petrobras, caiu 5,69%, encerrando o dia a US$ 79,36, após expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz.
Além do cenário externo, investidores acompanharam o ambiente eleitoral. A percepção de menor apoio político à candidatura do senador Flávio Bolsonaro, após a decisão do Republicanos de manter neutralidade na disputa presidencial, aumentou a cautela do mercado. Também pesou a expectativa por novas pesquisas eleitorais e notícias sobre possíveis sanções diplomáticas dos Estados Unidos ao Brasil.
Apesar da valorização do dólar frente ao real nesta semana, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a seis divisas fortes, permaneceu praticamente estável, indicando que a pressão sobre o câmbio brasileiro foi influenciada principalmente por fatores internos e pelo mercado de commodities.
Nos dois primeiros pregões de agosto, o dólar acumula alta de 1,19%. Ainda assim, no acumulado de 2026, a moeda americana registra queda de 6,52% frente ao real, que continua entre as moedas com melhor desempenho no cenário internacional.


