Cesta básica recua em Campo Grande, mas alimentação ainda leva 54% do salário mínimo


Redação 10/08/2026

O custo da cesta básica apresentou queda em Campo Grande no mês de julho, mas o valor dos alimentos continua pesando significativamente no orçamento dos trabalhadores. O conjunto dos 13 produtos pesquisados passou a custar R$ 809,08, uma redução de 4,37% na comparação com junho.

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Apesar da queda mensal, o preço ainda ficou 4,30% acima do registrado em julho de 2025. Com o resultado, Campo Grande teve a sexta cesta básica mais cara entre as 27 capitais brasileiras, ficando atrás de São Paulo, Cuiabá, Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

A capital sul-mato-grossense também registrou o menor avanço acumulado no preço da cesta em 2026. Desde o início do ano, a alta foi de 4,28%. Porto Velho apresentou a maior elevação do período, com 15,68%. Todas as capitais tiveram aumento acumulado no ano.

Entre os 13 itens analisados em Campo Grande, dez apresentaram redução de preço em julho. A maior queda foi registrada pela batata, que ficou 26,13% mais barata. Na sequência aparecem o tomate, com recuo de 18,60%; o feijão carioca, com -7,91%; o açúcar, com -7,54%; e o café em pó, que caiu 5,19%.

O café teve ainda a maior redução mensal registrada entre todas as capitais. Também ficaram mais baratos a manteiga, o leite, a banana, o óleo de soja e a farinha de trigo.

Por outro lado, três produtos tiveram aumento de preço no período. O arroz subiu 1,25%, a carne bovina teve alta de 0,67% e o pão francês ficou 0,44% mais caro.

Mesmo com o recuo registrado em julho, alguns alimentos acumulam fortes altas ao longo de 2026. O tomate teve aumento de 60,27% desde dezembro, enquanto a batata avançou 47,55% e o feijão carioca ficou 39,09% mais caro.

Entre os produtos que apresentaram queda acumulada, estão o açúcar, com redução de 20,79%, o café, que caiu 16,51%, a banana, com -13,61%, e o óleo de soja, que recuou 13,20%.

O levantamento mostra ainda o impacto da alimentação sobre a renda. Para comprar a cesta básica em julho, o trabalhador de Campo Grande que recebe um salário mínimo de R$ 1.621 precisou dedicar 109 horas e 49 minutos de trabalho.

Em junho, eram necessárias 114 horas e 50 minutos. Já em julho de 2025, o trabalhador precisava trabalhar 112 horas e 26 minutos para adquirir os mesmos produtos.

Na comparação com a média das capitais, Campo Grande também apresentou um peso maior. Em julho, o tempo médio necessário para comprar a cesta nas 27 capitais foi de 100 horas e 24 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, a cesta consumiu 53,96% da renda do trabalhador campo-grandense. O percentual era de 56,43% em junho e de 55,25% em julho do ano passado.

Mesmo com a redução dos preços no mês, o levantamento evidencia que o custo dos alimentos continua comprometendo uma parcela maior da renda em Campo Grande. A média nacional foi de 49,34% do salário mínimo líquido.

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