Dólar recua pelo segundo dia seguido e fecha a R$ 5,10; Ibovespa fica estável

Redação 03/09/2026
O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira (3) em leve baixa de 0,07%, negociado a R$ 5,1047. Foi a segunda sessão consecutiva de desvalorização da moeda norte-americana, que havia recuado 0,91% na quarta-feira (2), quando terminou cotada a R$ 5,1085.
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Com o resultado desta quinta, o dólar acumula queda de 1,76% na semana e de 1,45% em setembro. No acumulado de 2026, a moeda registra baixa de 7%.
No mercado acionário, o Ibovespa terminou o dia praticamente estável, com recuo de 0,01%, aos 185.188 pontos. O índice havia subido 3,05% no pregão anterior. Mesmo com a pequena queda desta quinta, o indicador acumula ganhos de 5,42% na semana, 4,38% no mês e 14,93% no ano.
Petróleo opera com sinais diferentes
O mercado internacional de petróleo também chamou a atenção dos investidores. As cotações chegaram a atingir durante o pregão os maiores níveis em cerca de seis semanas, mas terminaram o dia em direções opostas.
O barril do Brent caiu 0,12%, encerrando a sessão a US$ 95,52. Já o WTI avançou 0,32%, para US$ 91,30.
As tensões no Oriente Médio continuam influenciando as negociações. Novos ataques na região aumentaram o receio de problemas no abastecimento, enquanto informações sobre uma possível alternativa terrestre ao Estreito de Ormuz ajudaram a reduzir parte da pressão sobre os preços.
Na quarta-feira, seis embarcações transportando commodities atravessaram o estreito, número inferior à média recente de aproximadamente 13 navios por dia.
Indicadores econômicos entram no radar
No Brasil, os investidores acompanharam os novos números do setor de serviços. O PMI do segmento avançou de 49,7 pontos em julho para 50,5 em agosto, retornando à faixa que indica expansão da atividade.
O PMI composto, que reúne dados dos setores de serviços e indústria, também melhorou, passando de 48,8 para 49,1 pontos. Apesar da alta, o indicador permaneceu abaixo dos 50 pontos, patamar que separa expansão de retração.
A mudança no comando da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) também repercutiu no mercado. Fabio Schvartsman assumiu a presidência-executiva da empresa, substituindo Benjamin Steinbruch, que passou a ocupar a presidência do Conselho de Administração.
Durante o pregão, as ações da CSN chegaram a registrar valorização próxima de 14%.
Mercado monitora dados dos EUA
Nos Estados Unidos, o déficit comercial cresceu 24,4% em julho e atingiu US$ 88,6 bilhões. Apesar do aumento, o resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam um déficit de US$ 90 bilhões.
Outro indicador acompanhado pelos investidores foi o número de pedidos de auxílio-desemprego, que apresentou uma pequena alta e chegou a 206 mil na última semana.
Os dados ganham importância às vésperas da divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, prevista para sexta-feira (4). O resultado é aguardado pelo mercado porque pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve, o banco central norte-americano.


