Justiça torna sete investigados em caso de fraudes na Santa Casa réus em ação criminal


Redação 06/10/2026

Sete pessoas denunciadas por suspeita de envolvimento em fraudes milionárias na Santa Casa de Campo Grande passaram à condição de réus após a Justiça aceitar a denúncia apresentada no caso. A decisão também negou pedidos de liberdade apresentados pelas defesas.

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Entre os denunciados estão ex-dirigentes da instituição, um diretor ligado à área financeira, uma coordenadora do setor de arquivos médicos e um empresário. São eles: Alir Terra Lima Nery, ex-presidente; Jary Carvalho de Castro, ex-vice-presidente; Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, diretor-adjunto de finanças; Rinaldo Hakme Romano, ex-diretor financeiro; Alessandro Dias Junqueira, ex-diretor administrativo; Monique Gregório de Oliveira, coordenadora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística; e Maurício Aparecido Benites, empresário.

A decisão foi proferida pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal Residual de Campo Grande, após o processo ser encaminhado pelo Núcleo de Garantias.

Ao analisar os pedidos de liberdade, o magistrado destacou que o recebimento da denúncia não representa confirmação das acusações. Segundo ele, a manutenção das prisões deve ser avaliada com base nos elementos que fundamentaram a medida cautelar.

Na decisão, o juiz também mencionou que a análise de informações bancárias e telemáticas, em conjunto com outros documentos reunidos na investigação, apontou indícios de possíveis desvios de recursos públicos, falsidade e lavagem de dinheiro.

Defesas contestam acusações e prisões

A defesa de Alir Terra Lima Nery, representada pelo advogado Murilo Marques, afirmou que a ex-presidente foi denunciada exclusivamente em razão do cargo que ocupava na Santa Casa.

Em nota, o advogado declarou que os atos atribuídos à cliente teriam sido praticados em conjunto com a diretoria, no exercício da presidência, e negou a existência de conduta ilícita. A defesa também ressaltou que ela não foi denunciada por corrupção.

Já o advogado Leandro Gregório, responsável pela defesa de Monique Gregório de Oliveira, criticou a decisão que negou a liberdade da cliente. Segundo ele, o magistrado não teria indicado de forma específica qual seria o risco processual decorrente da soltura dela.

O advogado classificou a medida como exagerada e afirmou que a repercussão do caso teria tido peso maior do que os fundamentos apresentados na denúncia.

As acusações ainda serão examinadas no decorrer da ação penal, e os denunciados poderão apresentar suas defesas no processo.

A reportagem entrou em contato com os representantes dos demais réus e aguarda manifestações. O conteúdo será atualizado caso novas informações sejam recebidas.

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