Ministério da Saúde aprova emicizumabe para crianças de até 6 anos com hemofilia A pelo SUS


Redação 15/10/2026

Protocolo define critérios para acesso ao tratamento, que é aplicado sob a pele e ajuda a reduzir a frequência de sangramentos.

O Ministério da Saúde aprovou um protocolo nacional que estabelece as regras para o uso do emicizumabe no tratamento de crianças de até 6 anos com hemofilia A sem inibidores do fator VIII. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (15), por meio de portaria conjunta.

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O documento reúne orientações para o diagnóstico, os critérios de inclusão e exclusão de pacientes, as condições para realização do tratamento e os procedimentos de controle e avaliação da terapia.

As diretrizes deverão ser seguidas pelas secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, responsáveis por organizar o atendimento e regulamentar o acesso ao medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Tratamento é aplicado sob a pele

O emicizumabe é administrado por via subcutânea, com aplicação sob a pele. A forma de uso difere dos tratamentos tradicionais com fator VIII, que geralmente exigem a administração do medicamento diretamente na veia.

Segundo o Ministério da Saúde, o emicizumabe contribui para diminuir a frequência dos episódios de sangramento em pessoas com hemofilia A.

A hemofilia A é uma doença que compromete a coagulação do sangue devido à deficiência ou à ausência de atividade do fator VIII, proteína essencial para a formação dos coágulos. A condição pode causar sangramentos espontâneos ou prolongados após ferimentos e outros tipos de lesão.

Pacientes e responsáveis receberão orientações

O protocolo determina que os pacientes ou seus responsáveis legais sejam informados sobre os possíveis riscos, efeitos colaterais e eventos adversos associados ao uso do medicamento.

A medida busca assegurar que as famílias recebam informações sobre o tratamento e suas condições de utilização.

O documento completo estará disponível no portal do Ministério da Saúde, na área destinada aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

Estados e municípios deverão organizar o atendimento

Com a publicação das diretrizes, os gestores do SUS deverão estruturar a rede de assistência, identificar os serviços de referência e estabelecer os fluxos de atendimento necessários para acompanhar os pacientes em todas as etapas previstas.

A iniciativa estabelece parâmetros nacionais para orientar a oferta do emicizumabe às crianças que atendam aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde, contribuindo para organizar o acesso à terapia e o acompanhamento dos pacientes na rede pública de saúde.

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