Conselho de Saúde alerta para riscos e rejeita terceirização de UPAs e CRSs na Capital

Redação 03/09/2026
O Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (CES/MS) divulgou uma manifestação contrária à terceirização da administração das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) de Campo Grande. A entidade declarou apoio ao Conselho Municipal de Saúde e formalizou o posicionamento em documento publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (3).
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A manifestação, assinada pelo presidente do CES/MS, Ricardo Alexandre Correa Bueno, chama atenção para possíveis consequências da adoção do modelo terceirizado. Entre as preocupações apontadas estão o eventual aumento das despesas públicas ao longo dos anos e a possibilidade de deterioração das condições de trabalho dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).
A discussão sobre a transferência da gestão para empresas ou organizações privadas começou a ganhar espaço no município no início deste ano. A proposta foi apresentada pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, pouco depois de sua chegada à pasta.
Na sequência, a Prefeitura encaminhou à Câmara Municipal um projeto que previa a realização de um teste inicial em duas unidades de saúde. A iniciativa não avançou no Legislativo e acabou sendo rejeitada pelos vereadores em maio.
A posição adotada pelo CES/MS diverge da defesa feita por representantes do Executivo estadual e municipal. Tanto o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, quanto Marcelo Vilela e o governador Eduardo Riedel (PP) já haviam sinalizado apoio à continuidade da proposta.
Depois que o projeto foi derrotado na Câmara, Riedel declarou que o secretário municipal deveria manter a discussão sobre a terceirização. O governador relacionou o debate ao modelo de parceria público-privada empregado pelo Estado nas obras de ampliação e modernização do Hospital Regional.
Na Capital, existem atualmente 10 unidades destinadas ao atendimento de urgência e emergência, entre UPAs e CRSs. Os serviços permanecem abertos 24 horas e recebem pacientes sem necessidade de agendamento, seguindo protocolos de classificação de risco.
As unidades têm papel estratégico na rede pública, especialmente por receberem pessoas que precisam de atendimento imediato e situações que não podem aguardar uma consulta programada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).


